Número 0057 - Ano II - 25 de Junho de 2004
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O Brasil é o país mais vulnerável a ataques
Escola nos EUA ensina como hackers pensam e agem
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O Brasil é o país mais vulnerável a ataques TOPO   

Para discutir o problema, ISS traz ex-agente do FBI que alerta para a necessidade de proteção diária às pragas virtuais.


Gray: ex-agente do FBI no Brasil

Para ressaltar que segurança é assunto mais do que sério, o road show da Internet Security Systems (ISS) que passou semana passada pelo Brasil (São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro) trouxe uma dupla americana de peso: o ex-agente do FBI, Patrick Gray, e o especialista Phill HillHouse. De acordo com uma pesquisa da ISS, o Brasil é o país mais vulnerável a ataques, só perdendo para a China.

Atualmente integrando o X-Force, equipe mundial de peritos da ISS, a dupla veio falar sobre estratégias de segurança digital para combater o crime cibernético. E aproveitou, é claro, para divulgar o Managed Protection Services (MPS), novo sistema da ISS para proteger remotamente empresas, oferecendo como diferencial a garantia de restituição em dinheiro – até US$ 50 mil – caso a corporação seja invadida por hackers.

Segundo Patrick Gray, nos últimos meses o número de novos vírus caiu drasticamente. O problema, segundo o especialista, são os worms. “O vírus é inocente. Já os worms exploram a vulnerabilidade dos sistemas, causando grandes danos”, afirma o ex-agente do FBI que, durante a entrevista, foi avisado pelo BlackBerry de um novo worm que estaria sendo criado naquele momento na China. “E a tendência é o surgimento de mais worms”, avisa.

Mas como se proteger? Para Gray, tudo pode ser resumido em uma palavra: conscientização. “Além de contar com um bom antivírus, o usuário deve atualizá-lo diariamente, assim como faz minha mãe, aos 84 anos”, conta, com orgulho, o filho da Sra. Gray.

O usuário também não deve abrir arquivos em anexo. Mas se precisar fazê-lo, em vez de abrir o arquivo, salve-o no micro e faça a verificação com o antivírus. “Toma um pouco mais de tempo, mas você estará seguro”, dá a dica.

Fonte: http://odia.ig.com.br/info/in230611.htm

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Usando costeletas longas, um cavanhaque espesso e um boné de beisebol preto, o instrutor Ralph Echemendia tem toda a atenção de sua classe composta por 15 líderes corporativos, militares e acadêmicos. A lição: hacking.

Os estudantes que se debruçam sobre laptops em uma faculdade da região de Los Angeles pagaram quase US$ 4 mil pela matrícula no "Hacker College", uma espécie de campo de treinamento básico em computação cujo objetivo é mostrar como as pessoas tentam invadir sistemas e de que maneira elas conseguem sucesso. "É uma coisa espantosa o quanto as grandes empresas estão inseguras", disse Echemendia durante um intervalo do seminário, que dura uma semana. "É espantoso como é fácil invadir suas redes".

Os hackers custam bilhões de dólares às empresas de todo o mundo a cada ano, de acordo com as estimativas, e os custos de defesa contra eles vêm disparando. Um estudo da Good Harbor Consulting demonstrou que a segurança responde agora por até 12 por cento dos orçamentos empresariais de tecnologia, ante três por cento cinco anos atrás. "Trata-se de uma área problemática - tão problemática, na verdade, que chega a ser assustadora, às vezes", disse Loren Shirk, proprietário de uma consultoria de computação para pequenas empresas e aluno do seminário.

O curso prepara os estudantes para um exame oferecido pelo International Council of E-Commerce Consultants, ou EC-Council. Se forem aprovados no exame, recebem o Certificado de Hacker Ético.

As aulas estão longe de serem fáceis. Os instrutores tratam rapidamente de tópicos como chaves criptográficas simétricas vs. assimétricas (as simétricas são mais rápidas), telefonemas de guerra (os hackers sempre atacam de madrugada) e portas e serviços TCP bem conhecidos (cuidado com qualquer atividade na Porta 0).

"Posso dizer, com certeza, que não é para todo mundo", afirma Been Sookying, diretor de serviços de segurança de redes no sistema de computação da California State University, que abarca 23 campi, e aluno do seminário. "Se você não tiver disciplina, não completa o curso."

Mas o trabalho é prático também. No primeiro dia, os estudantes recebem as instruções básicas, métodos de pesquisa legais e gratuitos, a maioria envolvendo mecanismos de busca e bancos de dados sobre segurança, para que possam aprender o máximo possível sobre empresas, seus executivos e sistemas.

Com relativamente pouco esforço, os alunos descobrem que um presidente-executivo de uma companhia listada em bolsa de valores mantém seu próprio site sobre guitarras, enquanto outra companhia pública ainda usa uma grande quantidade de sistemas que são sabidamente fáceis de serem explorados por hackers.

A Intense School, a companhia sediada na Flórida que promove o curso, começou suas atividades em 1997 com um investimento de US$ 35 mil. Na época, a empresa ensinava softwares da Microsoft e da Cisco para engenheiros de sistemas.

Mas depois dos ataques de 11 de setembro, a companhia expandiu seu foco para cursos de segurança da informação. Atualmente, a empresa oferece aulas para 200 turmas por ano, gerando receita anual de US$ 15 milhões. "O que tentamos fazer em nossas aulas é ensinar como os hackers pensam", disse o presidente da Intense, Dave Kaufman. A única maneira de manter os hackers longe de importantes sistemas corporativos, afirma Kaufman, é saber como eles serão atacados na primeira vez.
 

Reuters
Fonte: http://informatica.terra.com.br/interna/0,,OI331560-EI2403,00.html
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