Era um domingo à tarde. Enquanto assistia televisão, toca seu telefone. Do outro lado, uma pessoa de recursos humanos da falecida empresa de pesquisa IPSA. Ela fala que recebeu seu currículo, que gostaram muito e queriam fechar os últimos detalhes para a marcação de uma entrevista no dia seguinte. Acertam o horário e o local. Um único detalhe: o currículo não era dele, a ligação foi feita por engano.
“Fui no horário marcado. Eu me apresentei com o meu nome mesmo e fiz o teste de informática. Acabei trabalhando por três meses lá na vaga de programador júnior em ambiente Mac”, relembra o programador, que preferiu não se identificar. De acordo com ele, a função de programador júnior na empresa pagava um salário que, hoje, equivaleria a 1,5 mil e 2 mil reais. “Nunca me perguntaram nada sobre o outro programador”, diz.
A experiência nascida do roubo de identidade acaba quando surge uma outra oportunidade com salário maior. “Troquei por um emprego que pagava melhor”, lembra o antigo programador, hoje atuando em outra área. Você sentiu culpa pelo procedimento heterodoxo? “Não fiz nada errado. Só aproveitei a oportunidade e, além do mais, me apresentei com o meu nome mesmo para a entrevista e passei no teste”, ele completa.
Fonte: http://computerworld.uol.com.br/seguranca/2007/07/03/idgnoticia.2007-07-02.2601443667/